Sobre o Bloqueio do TELEGRAM, o que podemos tirar de aprendizado?

Bloqueio do Telegram, mais uma “rede social” impedida de operar no Brasil

No dia 18 de março de 2022, o app de mensagens TELEGRAM foi impedido de operar no Brasil, deixando milhares de infoprodutores e infoempreendedores sem a possibilidade de utilizar o app na continuidade de seus negócios online.

Devido a facilidade de operação e a uma série de ferramentas que facilitam a administração de grupos, a ferramenta TELEGRAM caiu nas graças de empreendedores brasileiros, superando em negócios até o milionário WhatsApp. Sendo assim, milhares de negócios são concretizados na ferramenta todos os dias.

Embora não seja por conceito caracterizada uma rede social, a Internet, que é quem decido como algo será chamado, decidiu enquadrá-la como tal, assim como outros app de mensagens.

Mas afinal de contas, o que podemos retirar de ensinamento sobre mais esse bloqueio de uma rede social no Brasil?

Dono do conteúdo x Dono da Rede Social

Primeiramente, se você produz seu conteúdo, vende seus produtos, fala com seus alunos e/ou clientes exclusivamente por qualquer rede social, saiba que o verdadeiro dono desse conteúdo produzido é o Dono da Rede Social.

Ao utilizar uma plataforma de terceiros para publicar ou divulgar o seu conteúdo você precisa entender que, uma vez nessa plataforma, o conteúdo não é mais seu. A maior parte destas plataformas possuem a mesma fórmula de crescimento rápido, que é a de oferecer uma conta gratuita.

Mas devemos saber que, quando não pagamos por um produto, o produto na verdade somos nós, ou seja, quanto mais usuários ativos tiver essa rede, mais dinheiro com o marketing digital vai entrar também.

Aí, quando a taxe de crescimento de usuários começa a diminuir, consequentemente a quantidade de dinheiro novo começa a ficar escaço, uma das soluções é cobrar mais do público velho, ou seja, diminui-se a entrega gratuita (orgânica), para forçar a entrega paga (ads).

Mas a todo momento somos informados pelas redes sociais de mudanças de regras na distribuição de conteúdo, que cada vez menos pessoas vão receber de forma gratuita o que produzimos, e que o algoritmo irá restringir conteúdo.

Isso significa que a direção da Rede Social é quem decide quando, onde e como será nossa audiência, a quantidade de seguidores que receberão nosso conteúdo… Mas pera aí? Você disse nosso conteúdo? Então não deveria ser eu a decidir? Se eu tenho 10 seguidores o meu conteúdo não deveria ser enviado para os 10? Exatamente isso “pequeno gafanhoto” (como diria o mestre Gustavo Guanabara, parafraseando o Mestre Po em seu diálogo com seu discípulo Caine, no seriado Kung Fu), eles decidem o destino do conteúdo que você produziu.

Assim aconteceria também com as mensagens que mando para os alunos, para os clientes, para o grupo de mentoria que tenho no app, e outros casos mais. Todos eles com a comunicação dependendo dos rumos que a direção da rede social decidir tomar.

E no caso específico do ocorrido com o Telegram, o “justo pagou pelo pecador”, pois, se sofreu interferência judicial foi por conta de alguma determinação que deixou de ser cumprida. Mas deixou de ser cumprida por quem?

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